
Não gosto de "dias de". Não gosto de festas ou comemorações com datas marcadas, obrigatórias, quando às vezes apetece tudo menos festejar. O mesmo se passa com o dia da mãe, principalmente em relação aos filhos pois filho é muito diferente de mãe. Tem alguma graça quando os filhos são pequenos e dizem com a espontaneidade própria das crianças : "a minha mãe é a melhor do mundo". Para eles, é a pessoa que está sempre lá quando eles precisam de colo, quando se magoam, estão doentes ou se zangaram com um coleguinha. À medida que crescem vão encontrando outros colos, outros abraços outros carinhos e a mãe, sempre presente, fica ali num canto arrumadinha, não porque se esqueceram mas porque já não precisam tanto dela ou julgam que não. E, então, no 1º domingo de maio todos se lembram das mães, vêm os presentes, por vezes comprados à pressa, os almoços, os jantares, os postes no facebook a dizerem que as amam muito, que são as maiores, mas na 2ª feira tudo volta ao mesmo e será que se lembraram dela um minuto que seja durante o dia? Sei que isto é um ciclo de vida mas mãe nunca se esquece dum filho e quer ele queira ou não é mãe todo o ano, toda a vida, talvez não a mãe que eles queriam ter mas a mãe que ela soube ser, sem aulas de aprendizagem. Mesmo assim, não desejo um feliz dia mas parabéns a todas as mães pela coragem de o serem.
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